Minha lógica é alcoólica demais para alguém tão sóbrio. Já me encontro naquele estado de levantar tremendo, tomando a primeira dose ainda de estômago vazio e, daquelas que descem rasgando tudo. Encho a cara até não restar nada, nem meu nome, ou pelo menos fingir que consigo esquecer quem sou. Me embriago de pensamentos e tenho terríveis ressacas de consciência. Eu sei que talvez fosse melhor eu me tratar numa dessas clínicas para viciados, só não sei o endereço de alguma que me tire essas garrafas infindáveis de destilados chamados: ‘Sonhos’, ‘ilusões’ e aquela outra que guardo para ocasiões especiais e vulgarmente chamo de – ‘Um dia’. Só a caráter informativo: viro todos os copos a seco e sem gelo. Se esse ‘open bar’ chamado ‘Vida’ funciona em ininterruptas vinte e quatro horas, perdão amigo, mas ainda me existe muita perna pra cambalear.
— Matheus Rocha (via
aluguefelicidade)
Ele não sabe mais nada sobre mim. Não sabe que o aperto no meu peito diminuiu, que meu cabelo cresceu, que os meus olhos estão menos melancólicos. Ele não sabe quantos livros pude ler em algumas semanas. Não sabe quais são meus novos assuntos nem os filmes favoritos. Ele não sabe quantos amigos desapareceram desde que me desvencilhei da minha vida social intensa. Ele não sabe que eu nunca mais me atentei pra saudade. Que simplesmente deixei de pensar em tudo que me parecia instável. Que aprendi a não sobrecarregar meu coração, este órgão tão nobre. Ele não sabe que tenho estado tão só sem a devastadora sensação de me sentir sozinha. Ele não sabe que desde que não compartilhamos mais nada sobre nós, eu tive que me tornar minha melhor companhia: ele nem imagina que foi ele quem me ensinou esta alegria.
— Caio Fernando Abreu (via
e-n-c-a-n-t-a-d-a)
E o que recebi da vida? Um par de decepções, alguns flashes de felicidade e um bocado de desapego. Já ouvi muita gente dizer como é esfriar… Não consigo acreditar que sou uma pessoa fria. Sou tão quente, não sou? E como sou! Já ouvi muita gente descrever os efeitos caóticos desse tal amor. Eu sou um caos, não sou? Já ouvi muita gente dizer como foi ruim confiar em uma pessoa e ela roubar tudo de bom que tinha em você… Já me perguntei várias vezes diante de um espelho se havia, realmente, algo de bom em mim. Já ouvi muita gente dizendo que sofre de lonjuras… De distâncias… Eu estou tão pertinho de tudo de quero, não estou? Já ouvi que tenha provado do amargo do inferno e do doce do paraíso… Eu posso estar a um passo de tudo isso, não posso? Acho que meu problema foi não ter vivido. Foi ter deixado o tempo passar. Foi ter me aberto a ouvir as pessoas e ter deixado isso ser tão intenso a ponto de que eu pude acreditar que já tinha vivido tudo aquilo que ouvi. Já ouvi que a vida é bela, mas nunca fui procurar saber a fonte. Já ouvi que a vida é uma droga, mas não confiei neste folhetim. Não posso mais lamentar-me pelos efeitos do que eu mesmo causei, mas há algo que posso fazer: Posso aproveitar o que ainda me resta. Porque, já me disseram que a vida é longa e eu achei essa manchete muito confiável. Preciso ir buscar o que é bom pra mim, preciso encontrar meu caminho, e preciso encontrar esse “você” a quem eu me dirijo toda vez que escrevo estes escritos. (umpequenofilosofo)
É meio desgastante essa coisa de tentar agradar, dar o seu melhor, fazer a coisa certa e querer ser motivo de orgulho e no final só ouvir que você não faz nada direito. Dá uma vontade de fazer tudo errado de uma vez, só pra ser xingado com razão.
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Vinícius Kretek. (via
noitesmal-dormidas)
Não brinque com o meu coração, ele está cansado demais. Resolvi entrar com o pedido de aposentadoria: amar não é para mim. Amar é para os outros. Não quero mais amar, não quero mais viver em função de alguém que sente por mim uma coisa confusa e indefinida, mas que, definitivamente, não é amor.
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Clarissa Corrêa. (via
palavras-jamaisditas)
Eu também sei fingir. Sei fingir sobre muitas coisas. Sei fingir que não me importo, que não ligo, que não sinto falta, que não faz diferença, que não me canso, que não dói, que não me faz chorar, que não me destrói, que não me afasta, que não me faz pensar, que não dá um nó inexplicável na garganta.. E são poucos os que percebem que disfarço tudo isso sorrindo.
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Dênis.
Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina… E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar.
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Tati Bernardi. (via
jornascimentto)